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História de uma Ideia

     

Homem influente de negócios, Henry Dunant aventurou-se num projecto arrojado de produção de farinha na Argélia. Em 1859, necessitando de autorização de direitos de utilização de água, resolve falar directamente com o Imperador Napoleão III e expor-lhe o seu negócio. O facto de Napoleão III se encontrar com as suas tropas no campo de batalha no norte de Itália não o demoveu dos seus intuitos. Dunant parte ao seu encontro chegando a tempo de presenciar uma das mais sangrentas batalhas do século XIX-a Batalha de Solferino.

Horrorizado pela carnificina a que assistiu, em que cerca de 40.000 soldados morreram ou ficaram feridos e foram largados à mercê do seu destino, rapidamente reúne mulheres das aldeias vizinhas para prestarem assistência aos feridos de ambos os lados, sem distinção pelo uniforme ou nacionalidade, com o intuito apenas de ajudar homens que precisavam de socorro.

     

De regresso a Genebra, Henry Dunant passa a escrito as memórias da experiência que viveu, publicando em 1862 o livro "Recordação de Solferino". Neste livro ele lança duas ideias: 

- a criação de sociedades voluntárias de socorros para prestarem em tempo de guerra assistência aos feridos

- a formulação de um acordo internacional que assegurasse a protecção dos soldados feridos e dopessoal médico no campo de batalha.

 

Em 1863, com o apoio de 4 cidadãos de Genebra, fundou o Comité Internacional de Socorro aos Militares Feridos em Tempo de Guerra (desde 1875 designado por Comité Internacional da Cruz Vermelha). Em Agosto desse ano o Comité decide organizar uma Conferência Internacional em Genebra com a participação de representantes governamentais. É então adoptada uma cruz vermelha em fundo branco (reverso da bandeira da Suíça, país de Henry Dunant) como emblema protector e fica estabelecido e acordado a criação de comités nacionais para socorro a militares feridos.

 

No ano seguinte, em 1864, doze Estados assinam 10 artigos que formam a I Convenção de Genebra que concede uma protecção do direito internacional tanto a soldados inimigos feridos como àqueles que os socorrem. Até então, a guerra e o direito pareciam irreconciliáveis, no entanto, a partir desta convenção nasce o Direito Internacional Humanitário, demonstrando que mesmo em tempo de guerra existem regras que têm de ser cumpridas pelos combatentes.

   

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