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Relatório Mundial sobre Desastres 2013 - enfoque na tecnologia e o futuro da ação humanitária

Melhor acesso à tecnologia pode salvar vidas em situações de emergência diz o novo relatório da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.
O desigual acesso a tecnologia e ética e os princípios humanitários na tecnologia são analisados nesta edição. 

 Para aceder ao sumário do deste Relatório clique aqui.

A falta de acesso à informação e tecnologia está a ter um grande impacto na capacidade das pessoas se prepararem para, sobreviverem e recuperarem de desastres, diz o Relatório Mundial sobre Desastres de 2013, divulgado hoje pela Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV).

O relatório, escrito por mais de 40 humanitários e académicos, sublinha que durante as primeiras horas criticas depois de uma emergência, a maioria das vidas salvas são realmente salvas pela população local. Contudo muitos desses "socorristas" não têm acesso a informação básica e ferramentas que podem salvar vidas, tais como sistemas de alerta precoce e telemóveis.

Embora "as novas tecnologias estejam a aumentar fortemente a capacidade das comunidades afectadas se auto-ajudarem" o relatório reconhece que o acesso a estas tecnologias é "profundamente desigual" e destaca algumas disparidades chocantes:

• Há mais assinantes de telemóveis que pessoas na Europa, mas apenas 54 % de pessoas em África têm acesso
• O uso da Internet em países em desenvolvimento é de 6 por cento comparado com 76 por cento em países com altos rendimentos
• A posse de computadores em África é de apenas 7 por cento, comparado com 72 por cento na Europa.


Bekele Geleta, Secretário Geral da FICV, explica, "Esperamos que os governos e as pessoas afectadas em países propensos a catástrofes possam tirar proveito de inovações como software de previsão meteorológica, imagens de satélite e sistemas de alerta em massa, aumentando a sua resiliência a desastres e a sua capacidade de recuperar rapidamente quando estes acontecem. O Tufão Bopha afetou 6.3 milhões de pessoas nas Filipinas, e milhares de vidas foram salvas porque 99 por cento da população tem acesso a telemóveis e pôde receber alertas precoces e informações sobre como estar seguro."

O relatório continua a alertar que à medida que as agências humanitárias recorrem cada vez mais aos média sociais como fonte de informação sobre as necessidades das comunidades afectadas por desastres, correm o risco de apenas ouvir aqueles que estão ligados e excluir aqueles que não estão.

O relatório apela ao sector privado, organizações humanitárias, governos e comunidades locais a fazerem parcerias conjuntas para superar essas desigualdades no acesso à tecnologia para ambas, para as populações e os socorristas.

"Existem excelentes exemplos sobre o que pode acontecer quando os peritos em tecnologia e os humanitários pensam em conjunto" declarou Ed Happ, Chefe Global de Informação da FICV que tem estado a trabalhar no avanço da tecnologia na ajuda humanitária há 13 anos depois de 23 anos no sector privado. Happ acrescenta que "a FICV e a empresa de telecomunicações Trilogy desenvolveram o sistema de SMS TERA, o qual permitiu que 3 milhões de pessoas no Haiti recebessem avisos de furacão e conselhos de prevenção de doenças. Com um custo estimado de 3 milhões de dólares americanos isto é algo que só poderia ser alcançado com o envolvimento da Trilogy. Queremos lançar o TERA em 40 países e recentemente instalamo-lo na Serra Leoa, mas não podemos fazê-lo sozinho. Precisamos que o sector privado trabalhe connosco."

Para colmatar lacunas no acesso à tecnologia que ameaçam vidas, a FICV lançou a "Digital Divide Initiave". Apoiada pela Microsoft, o projeto está a melhorar a capacidade em tecnologias de informação de 80 Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho nos países mais subdesenvolvidos e e sujeitos a catástrofes, como o Bangladesh e Afeganistão.
Geleta acrescenta, "O Relatório Mundial de Desastres 2013 analisa o potencial da tecnologia para melhorar as operações humanitárias e aumentar a resiliência das pessoas a desastres. Também olha para os riscos e consequências não intencionais deste afluxo da tecnologia faz recomendações sobre como maximizar as oportunidades, enquanto se minimizam os riscos. Em última análise o que importa não é a tecnologia, mas como é usada para melhorar a vida das pessoas."


Dados de desastres 2012: Menos mortes por catástrofes do que nos últimos 10 anos
O Relatório também apresenta a sua síntese anual de informação sobre desastres. Em 2012 assistiu-se ao menor número de mortes e de pessoas afectadas por desastres nos últimos 10 anos. As mortes por catástrofes em 2012 foram 90 por cento abaixo da média para a década. O número de eventos de desastres está também entre os mais baixos da década. Contudo, em 2012 foi ainda registado como o quinto mais caro dos últimos 10 anos em termos de custos de desastres.

Ao todo, existiram 552 eventos de desastres custando abaixo de 158 mil milhões de dólares. O desastre mais caro foi o furacão Sandy, que custou 50 mil milhões de dólares americanos e o mais mortífero foi o tufão Bopha nas Filipinas, que matou 1901 pessoas. As inundações foram 53 por cento de 139 milhões de pessoas afetadas por desastres em 2012, com a mais grave a acontecer na China, em Abril e Junho

 

 
 

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